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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
portas de aço
o ministério do amor era realmente atemorizante.
não tinha janela alguma.
winston nunca estivera lá,
nem a menos de um quilometro daquele edifício.
era um prédio impossível de entrar,
exceto em função oficial,
e assim mesmo atravessando um labirinto de rolos de arame farpado,
portas de aço
e ninhos de metralhadoras.
até as ruas que conduziam às suas barreiras externas
eram percorridas por guardas de cara de gorila
e fardas negras, armados de porretes articulados.
1984 :: Orwell
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elisa lopes.
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012
we will wait
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
everything we said it wasn’t
love is a
light at
night running through the fog
night running through the fog
love is a beercap
stepped on while on the way
to the bathroom
love is the lost key to your door
when you’re drunk
love is what happens
one year in ten
love is a crushed cat
love is the old newsboy on the
corner who has
given it up
love is what you think the other
person has destroyed
love is what vanished with the
age of battleships
love is the phone ringing,
the same voice or another
voice but never the right
voice
love is betrayal
love is the burning of the
homeless in an alley
love is steel
love is the cockroach
love is a mailbox
love is rain upon the roof
of an old hotel
in Los Angeles
love is your father in a coffin
(who hated you)
love is a horse with a broken
leg
trying to stand
while 45,000 people
watch
love is the way we boil
like the lobster
love is everything we said
it wasn’t
love is the flea you can’t
find
and love is a mosquito
love is 50 grenadiers
love is an empty
bedpan
love is a riot in San Quentin
love is a madhouse
love is a donkey standing in a
street of flies
love is an empty barstool
love is a film of the Hindenburg
curling to pieces
a moment that still screams
love is Dostoyevsky at the
roulette wheel
love is what crawls along
the ground
love is your woman dancing
pressed against a stranger
love is an old woman
stealing a loaf of
bread
and love is a word
used
too much and
much
too soon
too much and
much
too soon
.
a definition, bukowski.
{the night torn mad with footsteps: new poems :: 2001}
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elisa lopes.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
torrente
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quinta-feira, 22 de março de 2012
assim, simples
saímos juntos do bar. na rua as pessoas ainda se espantavam com Cass. continuava linda, talvez mais do que antes. fomos para o meu endereço. abri uma garrafa de vinho e ficamos batendo papo. entre nós dois a conversa sempre fluía espontânea. ela falava um pouco, eu prestava atenção, e depois chegava a minha vez. nosso diálogo era sempre assim, simples, sem esforço nenhum. parecia que tínhamos segredos em comum. quando se descobria um que valesse a pena, Cass dava aquela risada - da maneira que só ela sabia dar. era como a alegria provocada por uma fogueira. enquanto conversávamos, fomos nos beijando e aproximando cada vez mais.
(...)
naquele dua convidei-a para ir à praia de carro. como estávamos na metade da semana e o verão ainda não havia chegado, encontramos tudo maravilhosamente deserto. ratos de praia, com a roupa em farrapos, dormiam espalhados pelo gramado longe da areia. outros, sentados em bancos de pedra, dividiam uma garrafa de bebida tristonha. gaivotas esvoaçavam no ar, descuidadas e no entanto aturdidas. velhinhas de seus 70 ou 80 anos, lado a lado nos bancos, comentavam a venda de imóveis herdados de maridos mortos há muito tempo, vitimados pelo ritmo e estupidez da sobrevivência. por causa de tudo isso, respirava-se uma atmosfera de paz e ficamos andando, para cima e para baixo, deitando e espreguiçando-nos na relva, sem falar quase nada. com aquela sensação simplesmente gostosa de estar juntos.
(...)
naquele dua convidei-a para ir à praia de carro. como estávamos na metade da semana e o verão ainda não havia chegado, encontramos tudo maravilhosamente deserto. ratos de praia, com a roupa em farrapos, dormiam espalhados pelo gramado longe da areia. outros, sentados em bancos de pedra, dividiam uma garrafa de bebida tristonha. gaivotas esvoaçavam no ar, descuidadas e no entanto aturdidas. velhinhas de seus 70 ou 80 anos, lado a lado nos bancos, comentavam a venda de imóveis herdados de maridos mortos há muito tempo, vitimados pelo ritmo e estupidez da sobrevivência. por causa de tudo isso, respirava-se uma atmosfera de paz e ficamos andando, para cima e para baixo, deitando e espreguiçando-nos na relva, sem falar quase nada. com aquela sensação simplesmente gostosa de estar juntos.
a mulher mais linda da cidade, de crônica de um amor louco.
{buk}
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quarta-feira, 21 de março de 2012
conclusões.
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sexta-feira, 2 de março de 2012
bluebird
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see
you.
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I pour whiskey on him and inhale
cigarette smoke
and the whores and the bartenders
and the grocery clerks
never know that
he's
in there.
(...)
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too clever, I only let him out
at night sometimes
when everybody's asleep.
I say, I know that you're there,
so don't be
sad.
then I put him back,
but he's singing a little
in there, I haven't quite let him
die.
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see
you.
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I pour whiskey on him and inhale
cigarette smoke
and the whores and the bartenders
and the grocery clerks
never know that
he's
in there.
(...)
there's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too clever, I only let him out
at night sometimes
when everybody's asleep.
I say, I know that you're there,
so don't be
sad.
then I put him back,
but he's singing a little
in there, I haven't quite let him
die.
Buk.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
solidão
deitei na cama, abri a garrafa, dobrei o travesseiro nas costas para ter um bom apoio, respirei fundo e sentei na escuridão olhando a janela. era a primeira vez que eu estava sozinho em cinco dias.
eu era um homem que se fortalecia na solidão; ela era para mim a comida e a água dos outros homens.
cada dia sem solidão me enfraquecia. não que eu me orgulhasse dela, mas dela eu dependia.
a escuridão do quarto era como um dia ensolarado para mim. tomei um gole de vinho.
factótum, p. 32-33.
eu era um homem que se fortalecia na solidão; ela era para mim a comida e a água dos outros homens.
cada dia sem solidão me enfraquecia. não que eu me orgulhasse dela, mas dela eu dependia.
a escuridão do quarto era como um dia ensolarado para mim. tomei um gole de vinho.
factótum, p. 32-33.
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terça-feira, 19 de abril de 2011
hambre o aburrimiento
lo mejor que el mundo tiene está en la cantidad de mundos que contiene.
esta diversidad cultural, que es un patrimonio de la humanidad, se expresa en el modo de comer, y también en el modo de pensar, sentir, hablar, bailar, soñar.
hay una tendencia muy acelerada a la uniformización de las costumbres. pero al mismo tiempo hay reacciones hacia la información de las diferencias que vale la pena perpetuar.
realzar las diferencias culturales, no las sociales, es lo que permite que la humanidad no tenga un solo rostro, sono muchísimos rostros a la vez.
(...) mi opinión es que no estamos de ninguna manera condenados a un mundo que sólo nos permita elegir entre dos posibilidades: o morrir de hambre o morrir de aburrimiento.
eduardo galeano.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
impressão
ficou curiosa com relação àquele homem
que parecia se empenhar em criar a impressão
de não se importar com a impressão que estava causando
que parecia se empenhar em criar a impressão
de não se importar com a impressão que estava causando
--
a mulher do próximo - gay talese.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
não as feridas
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domingo, 27 de fevereiro de 2011
apenas parecia haver

Talvez porque na minha alma viesse crescendo uma melancolia terrível por causa de uma circunstância que já estava infinitamente acima de todo o meu ser: mais precisamente - ocorrera-me a convicção de que no mundo, em qualquer canto, tudo tanto faz. Fazia muito tempo que eu vinha pressentindo isso, mas a plena convicção surgiu no último ano, assim, de repente. Senti de repente que para mim dava no mesmo que existisse um mundo ou que nada houvesse em lugar nenhum. Passei a perceber e a sentir com todo o meu ser que diante de mim não havia nada. No começo me parecia sempre que, em compensação, tinha havido muita coisa antes, mas depois intuí que antes também não tinha havido nada, apenas parecia haver, não sei por quê. Pouco a pouco me convenci de que também não vai haver nada jamais. Então de repente parei de me zangar com as pessoas e passei a quase nem notá-las.
De Dostoiévski, trecho de O Sonho de Um Homem Ridículo, do Duas Narrativas Fantásticas.
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elisa lopes.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
sempre pleno, jamais saciado
Sentia-me à vontade em tudo, é bem verdade, mas, ao mesmo tempo, nada me satisfazia. Cada alegria fazia com que desejasse outra. Ia de festa em festa. Chegava a dançar noites inteiras, cada vez mais louco com os seres e com a vida. Às vezes, já bastante tarde, nessas noites em que a dança, o álcool leve, meu modo desenfreado, o violento abandono de todos me lançavam a um arrebatamento ao mesmo tempo lasso e pleno, parecia-me no extremo da exaustão e no espaço de um segundo, compreender, enfim, o segredo dos seres e do mundo. Mas o cansaço desaparecia no dia seguinte e com ele o segredo; e eu me lançava outra vez com todo o ímpeto. Assim corria eu, sempre pleno, jamais saciado, sem saber onde parar, até o dia, ou melhor, até a noite em que a música parou e as luzes se apagaram. A festa em que eu fora feliz...
Trecho de A Queda, de Albert Camus - página 25.
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elisa lopes.
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
mais um drummond
O último dia do ano
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher de pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles...e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo está gasto, renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.
não é o último dia do tempo.
Outros dias virão
e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis,
farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos
do lobo, na solidão.
O último dia do tempo
não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida
onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário,
uma mulher de pé,
um corpo e sua memória,
um olho e seu brilho,
uma voz e seu eco,
e quem sabe até se Deus...
Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Mereceste viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras espreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo,
e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar.
O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida,
o recurso de Kant e da poesia,
todos eles...e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano.
As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo está gasto, renova-se em espuma.
Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida.
A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca,
lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia.
Passagem do Ano, em A rosa do povo.
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010
o ano passado

O ano passado não passou,
continua incessantecemente.
Em vão marco novos encontros.
Todos são encontros passados.
As ruas, sempre do ano passado,
e as pessoas, também as mesmas,
com iguais gestos e falas.
(...)
Embora sepultos, os mortos do ano passado
sepultam-se todos os dias.
Escuto os medos, conto as libélulas,
mastigo o pão do ano passado.
E será sempre assim daqui por diante.
Não consigo evacuar
o ano passado.
continua incessantecemente.
Em vão marco novos encontros.
Todos são encontros passados.
As ruas, sempre do ano passado,
e as pessoas, também as mesmas,
com iguais gestos e falas.
(...)
Embora sepultos, os mortos do ano passado
sepultam-se todos os dias.
Escuto os medos, conto as libélulas,
mastigo o pão do ano passado.
E será sempre assim daqui por diante.
Não consigo evacuar
o ano passado.
Drummond, em Corpo.
Para evacuar o passado nesta última terça-feira do ano.
(A foto é a da capa do livro Receita de Ano Novo, do Drummond. Ilustração de Mariana Massarani)
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
pela metade

Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída, desesperançada e até cínica. Saudade de alguma coisa ou de alguém, não sei. Talvez de mim, de algum marido fabuloso que eu tive em alguma encarnação, do útero da minha mãe, do meu anjo da guarda que está de férias em Acapulco, do meu avô que embrulhava sempre meu aparelho de dentes em um guardanapo e depois esquecia e jogava no lixo achando que era resto de algum lanchinho, de algum amor verdadeiro, que durou um segundo, de uma cena perfeita que meu inconsciente formou na infância e eu me encarreguei de acreditar como sendo meu futuro.
(...)
Eu invento amor, sim. E dói admitir isso. Mas é que não agüento mais não dar um rosto para a minha saudade. E não agüento mais os copos, as fumaças, os amigos, as intenções e as bolinhas de guardanapo pela metade. É tudo pela metade. Ao menos a minha fantasia é por inteiro. Enquanto dura.
(...)
Eu invento amor, sim. E dói admitir isso. Mas é que não agüento mais não dar um rosto para a minha saudade. E não agüento mais os copos, as fumaças, os amigos, as intenções e as bolinhas de guardanapo pela metade. É tudo pela metade. Ao menos a minha fantasia é por inteiro. Enquanto dura.
Tati Bernardi -- trecho de Direto do Planeta Solidão, do livro que ganhei do Bernardo em 2008.
A foto é mais uma do FFFFOUND!
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
estando errados

Será que todo o mundo devia trancar a porta de casa e ficar quieto, isolado, como fazem os escritores solitários, em uma cela a prova de som, invocando as pessoas através das palavras e depois sugerindo que essas pessoas feitas de palavras estão mais próximas das coisas reais do que as pessoas reais que deturpamos todos os dias com nossa ignorância? Persiste o fato de que entender direito as pessoas não é uma coisa própria da vida, nem um pouco. Viver é entender as pessoas errado, entendê-las errado, errado e errado, para depois, reconsiderando tudo cuidadosamente, entender mais uma vez as pessoas errado. É assim que sabemos que continuamos vivo: estando errados. Talvez a melhor coisa fosse esquecer se estamos certos ou errados a respeito das pessoas e simplesmente ir vivendo do jeito que der. Mas se você é capaz de fazer isso… bem, boa sorte.
Philip Roth, em Pastoral Americana.
---
Li o trecho no blog do Zé Beto, e me deu mais vontade de ler todos os livros dele.
Incluindo o que ainda nem foi lançado no Brasil, Nemesis. (Saiu uma matéria bem boa sobre o livro no El País)
Philip Roth, em Pastoral Americana.
---
Li o trecho no blog do Zé Beto, e me deu mais vontade de ler todos os livros dele.
Incluindo o que ainda nem foi lançado no Brasil, Nemesis. (Saiu uma matéria bem boa sobre o livro no El País)
ps. A foto é do FFFFOUND!
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Lutando na Espanha

Pegando carona no post Blue Dot, eu fico pensando como hipervalorizamos nossa vida, nossas realizações, e como estamos dimensionalmente errados por acreditar no valor da nossa existencia. Nós subtraimos a Etica, a Moral, nossos ideais, nossa historia, em troca de continuarmos vivos! Quando eu olho para tras e vejo historias como a deste livro, de pessoas que não suportavam ver seus ideais seres destrinchados, de verem a injustiça, a ponto de colocar sua vida à prova para fazer valer o que elas achavam justo, isto me parece mais grandioso do que qualquer vida.
Neste livro George Orwell, um comunista ferrenho, conta como foi sua participação na guerra civil espanhola, que transcendeu as fronteiras da Espanha, se transformando em uma guerra de ideais.
Alem de uma percepção mais proxima de um fato historico, o linguajar despojado e o senso de humor britânico do George Orwell fazem valer cada ml de tinta gasto na impressão deste livro!
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Leonardo T
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