Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

everything we said it wasn’t


love is a light at
night running through the fog

love is a beercap
stepped on while on the way
to the bathroom

love is the lost key to your door
when you’re drunk

love is what happens
one year in ten

love is a crushed cat

love is the old newsboy on the
corner who has
given it up

love is what you think the other
person has destroyed

love is what vanished with the
age of battleships

love is the phone ringing,
the same voice or another
voice but never the right
voice

love is betrayal
love is the burning of the
homeless in an alley

love is steel
love is the cockroach
love is a mailbox

love is rain upon the roof
of an old hotel
in
Los Angeles

love is your father in a coffin
(who hated you)

love is a horse with a broken
leg
trying to stand
while 45,000 people
watch

love is the way we boil
like the lobster

love is everything we said
it wasn’t

love is the flea you can’t
find

and love is a mosquito

love is 50 grenadiers

love is an empty
bedpan

love is a riot in San Quentin
love is a madhouse
love is a donkey standing in a
street of flies

love is an empty barstool

love is a film of the Hindenburg
curling to pieces
a moment that still screams

love is Dostoyevsky at the
roulette wheel

love is what crawls along
the ground

love is your woman dancing
pressed against a stranger

love is an old woman
stealing a loaf of
bread

and love is a word used
too much and
much
too soon

 .
 a definition, bukowski.
{the night torn mad with footsteps: new poems :: 2001}

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

top five things i miss about laura

Rob: Top five things I miss about Laura.
One: sense of humor. Very dry, but it can also be warm and forgiving. And she's got one of the best all time laughs in the history of all time laughs, she laughs with her entire body.
Two: she's got character. Or at least she had character before the Ian nightmare. She's loyal and honest, and she doesn't even take it out on people when she's having a bad day. That's character.
Three: I miss her smell, and the way she tastes. It's a mystery of human chemistry and I don't understand it, some people, as far as their senses are concerned, just feel like home.
(...)

--
Difícil escolher uma única cena de High Fidelity, mas essa, sem dúvidas, faz parte do top 5.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

o amor em Florbela


O nascimento, o primeiro casamento, a vida e a morte da poeta portuguesa Florbela Espanca fo­­ram marcados pelo dia 8 de dezembro. Ao completar 36 anos, após deliberadamente tomar uma violenta dose do sonífero Veronal, Florbela morria sem saber que o reconhecimento de seu talento poético estava prestes a chegar. O suicídio aconteceu há 80 anos, em 8 de dezembro de 1930. A escritora deixava como legado poemas carregados de erotismo e feminilidade, em que o amor, a paixão, a dor da rejeição e a morte eram te­­mas dominantes.


Trecho da matéria do Rhodrigo Deda que saiu hoje, no Caderno G da Gazeta do Povo, sobre Florbela Espanca. Coisa fina! O texto na íntegra tá aqui.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

pela metade


Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída, desesperançada e até cínica. Saudade de alguma coisa ou de alguém, não sei. Talvez de mim, de algum marido fabuloso que eu tive em alguma encarnação, do útero da minha mãe, do meu anjo da guarda que está de férias em Acapulco, do meu avô que embrulhava sempre meu aparelho de dentes em um guardanapo e depois esquecia e jogava no lixo achando que era resto de algum lanchinho, de algum amor verdadeiro, que durou um segundo, de uma cena perfeita que meu inconsciente formou na infância e eu me encarreguei de acreditar como sendo meu futuro.
(...)
Eu invento amor, sim. E dói admitir isso. Mas é que não agüento mais não dar um rosto para a minha saudade. E não agüento mais os copos, as fumaças, os amigos, as intenções e as bolinhas de guardanapo pela metade. É tudo pela metade. Ao menos a minha fantasia é por inteiro. Enquanto dura.


Tati Bernardi -- trecho de Direto do Planeta Solidão, do livro que ganhei do Bernardo em 2008.
A foto é mais uma do FFFFOUND!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

uma e a mesma coisa

O que mais adoro e o que mais odeio no amor são uma e a mesma coisa:
o fato de tomar todo o meu tempo e todas as minhas forças.


Pablo, interpretado por Eusebio Poncela, em A Lei do Desejo, de Pedro Almodóvar.

domingo, 24 de outubro de 2010

could-have-been

Esse vídeo dispensa qualquer texto. É assim, ponto.

could-have-been love story


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O amor acaba?


O cara disse. Numa esquina, num domingo, depois do teatro e do silêncio, na insônia, nas sorveterias, como se lhe faltasse energia. Ele não volta? Não deixa rastro ou renasce? Na esquina em que se beijaram uma vez, lá está, na sombra apagada pela luz, na poeira suspensa, na revolta da memória inconformada. Na solidão, lá vem ele, volta, com lamento, um quase desespero, e penso nos planos perdidos, que vida sem sentido… Na insônia, o amor cai como uma tonelada de lápide, e se eu tivesse feito diferente, e se eu tivesse sido paciente, e se eu tivesse insistido, suportado, indicado, transformado, reagido, escutado, abraçado? Na sorveteria, ele volta, o amor, em lembranças. Porque aquele sabor era o preferido dela, aquela cobertura era a preferida dela, aquela sorveteria era a preferida dela, aquela esquina, aquele bairro, aquele clima, aquela lua, aquele mês, aquela temperatura, aquela raça de cachorro, aquele programa de fim de tarde e aquele horário sem planos… No elevador, quantas saudades daqueles segundos em silêncio, presos na caixa blindada, vigiados por câmeras camufladas, loucos para se agarrarem, rirem, apertarem todos os botões, tirarem a roupa, escreverem ao lado do Atlasado: “Eu te amo”. Saudades é amor. Não se tem saudades do que não se amou. O amor não acaba, porque tenho saudades, me lembro dela, me preocupo com ela, torço por ela, e se sonho com ela, meu dia está feito. O amor não pode acabar, porque sem ela ou sem a esperança de revê-la, até a chance de tê-la de volta, não vejo a paz. Ela é uma trégua na minha guerra pessoal contra a minha paixão por ela. Amá-la me faz bem. Mesmo que ela não me ame, amo amá-la. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei meses amando como se não tivesse acabado. Ficaria anos amando mesmo se não tivesse voltado. O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. Nas tantas músicas que ouvimos, que dançamos colados, trilhas das noites frias em que você sentava em mim nua, enquanto os meus braços imobilizavam os seus. Amor. O não-amor é o vazio. O antiamor também é amor. Eu te amava quando você respirava no meu ouvido. Lembra do meu dedo dentro de você? Amo-te, amo-te, amo-te. Instante secreto, sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz: Eu te amo! O amor acabou quando você se foi? Você sentiu saudades das minhas paredes, das cores das minhas camisas, da umidade da minha boca, do cheirinho do meu travesseiro, da minha torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol, do café da manhã com jornal, você sentiu falta de atravessar a avenida comigo de mãos dadas, de correr da chuva, de eu te indicar um livro, do cinema gelado em que vimos o filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, você sentiu falta da minha risada, inconveniência, de eu ser seu amante, noivo, amigo e marido, dos meus olhos te espiando, dos meus dentes mordendo e mastigando, ficou tanto tempo longe e pensou em nós especialmente bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever, meu cheiro aparecia de repente, meu vulto estava sempre ali, acaba? Diz que acaba. Como acaba? Não acaba. Diz, não acaba. Repete. Falei? Não acaba. Pode virar amor não correspondido. Pode ser amor com ódio, paixão com amor. Tem o amor e o nada. Ah, mais uma coisa. Antes que eu me esqueça. O amor não acaba. Vira. Se acabar, não era amor.

~A (lindíssima) foto é do curitibano Eduardo Macarios

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Citações

"We turned at a dozen paces, for love is a duel, and looked at each other for the last time." 
— Jack Kerouac


Esta citaçao é do On the Road, do Kerouac. Esse livro é tao bom e tao intenso que eu ainda nao tive coragem de acabar. Nao quero que ele chegue ao fim.