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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A Pele Que Habito

Me parece bastante justo comparar A Pele Que Habito com Bastardos Inglorios e Paris à Meia Noite, sendo que este terceiro talvez eu precise exagerar um pouco para que tenha qualquer relação.
Mas os três filmes são seus respectivos diretores utilizando suas estéticas e linguagens tão próprias e tão características para abordar assuntos totalmente fora dos seus universos! (Talvez o filme do Woody Allen seja o mais proximo de suas obras anteriores, mas é tão sublime e surpreendente que não consigo tirá-lo da cabeça).
Especificamente falando do A Pele Que Habito, o filme é inegavelmente do Almodovar: suas personagens femininas, as cores espanholas, os tramas familiares, os conflitos, tão comum entre os latinos, entre a explosão sexual cultural e a repressão religiosa, e a arte de contar tão bem uma história!
Mas, desta vez, o que eu sinto é que ele utilizou toda a sua estética, aprimorada ao longos de todos os filmes incríveis, pra extrapolar seu universo, pra criar uma tragédia grega, pra alimentar a curiosidade dos telespectadores sobre a essência do espírito humano.
Ainda penso muito no filme e duas referências estão enchendo o saco pra aparecer neste post! Então ai vai: guardadas as devidas proporções, o filme é uma mistura de Desejo de Matar 1 e 2 com Encaixotando Helena! Quem assistiu os três filmes vai entender o que eu estou falando!