A cantora e compositora Dory Previn teve seu marido roubado pela bela, pálida e jovem atriz de 24 anos chamada Mia Farrow! Bom, a Dory compôs esta música melancolicamente fodástica e muito tempo depois, a não tão jovem mas ainda pálida e bela Mia Farrow também perdeu seu marido, o nada belo e nada jovem cineasta Woody Allen, para sua filha adotiva Soon-Yi Previn.
Pois é... o que sera que a Mia Farrow pensou quando encontrou as fotos de sua filha adotiva de 15 anos pelada nas gavetas do maridão? O que eu penso é que, quando menos se espera o Karma aparece com um soco no estomago e retoma a força o equilibrio nas relações humanas!
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Karma
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Leonardo T
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
Meu filho, você não merece nada.
Meu filho, você não merece nada. - Eliane Brum - Época
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
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Bernardo Quintão
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Democracia, e dai?
Ideologismo e partidarismos à parte, o mensalão é escabroso!
A alta direção de um partido, ao entrar no poder, encontra um esquema de compra
de apoio político e a partir daí, institucionaliza o tal esquema para exercer o
comando do país sem passar pelos trâmites burocráticos da democracia estabelecida. Em
outras palavras, o mensalão foi uma tentativa de golpe de estado. O Partido dos
Trabalhadores iria dominar a política nacional, transformando o processo político
democrático em monopartidário e mono-ideológico.
Ora, em
uma sociedade que preza os valores da democracia, tal comportamento seria execrável
e seria exemplarmente punido. Talvez não institucionalmente, devido às amarras
do jogo político, mas certamente pela população através do voto.
Foi o
que se viu, por exemplo, nos Estados Unidos no escândalo do Watergate. Em uma
situação muito menos agressiva ao estado democrático de direito, o popular e
republicano presidente Richard Nixon foi obrigado a renunciar devido às escutas
telefônicas colocadas pelo serviço secreto na sede do partido Democrata. E na
sequência, uma derrota republicana com a eleição para presidente do democrata
Jimmy Carter! Isto mostra quão caras são para os americanos as instituições
democráticas.
Em
contra partida, no Brasil, um escândalo de proporções inimagináveis, se
comparado ao Watergate, passa quase incólume pelo processo democrático
brasileiro, que não só reelegeu o presidente Lula, como elegeu também a
afilhada política do ex-presidente, a atual presidente Dilma Rousseff. E mais
ainda, elegeu, ou vai eleger, representantes ou apoiadores do Partido dos Trabalhadores
em cidades estratégicas como Rio de Janeiro, São Paulo e em menores proporções
(em importância estratégica) Curitiba.
A
eleição, além da escolha de seus representantes, é também um recado da
população aos seus políticos: “Olha, elegemos o Tiririca, porque não temos
qualquer tipo de respeito ao congresso nacional.” , “Olha, elegemos o cacareco,
porque não acreditamos no processo eleitoral” ou “Olha Srs. Militares, a
retumbante vitória dos candidatos MDBistas se deu porque estamos cansados do
regime corrupto e ditatorial que nos foi imposto”. Pois bem, que tipo de recado os analistas políticos
devem interpretar com o aparente crescimento e importância do Partido dos
Trabalhadores em todas as esferas políticas?
A meu
ver, o recado é: Não estamos nenhum um pouco preocupados com as normas, as
instituições e da democracia como um todo. Façam o que quiserem com o estado
social de direito brasileiro, corrompam a oposição, acabem com a imprensa livre,
estatizem a economia, partidarizem as estatais, politizem a economia, favoreçam
este ou aquele empresário, façam da verba publica, uma verba partidária, desde
que garantam o crescimento econômico, os empregos e o consumo.
Talvez
os brasileiros, com uma PIB per capita próxima ao do Butão, estejam,
justificadamente, mais preocupados em
subsistir em meio á nossa desigual,
pobre, cara e violenta sociedade, do que com esta discussão intelectualóide-burguesa
de democracia e estado de direito. O meu
medo, porém, é de que não exista sociedade menos desigual, mais justa e menos
violenta, sem primeiro incutirmos nela tais valores que hoje são tão menosprezados.
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Leonardo T
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
everything we said it wasn’t
love is a
light at
night running through the fog
night running through the fog
love is a beercap
stepped on while on the way
to the bathroom
love is the lost key to your door
when you’re drunk
love is what happens
one year in ten
love is a crushed cat
love is the old newsboy on the
corner who has
given it up
love is what you think the other
person has destroyed
love is what vanished with the
age of battleships
love is the phone ringing,
the same voice or another
voice but never the right
voice
love is betrayal
love is the burning of the
homeless in an alley
love is steel
love is the cockroach
love is a mailbox
love is rain upon the roof
of an old hotel
in Los Angeles
love is your father in a coffin
(who hated you)
love is a horse with a broken
leg
trying to stand
while 45,000 people
watch
love is the way we boil
like the lobster
love is everything we said
it wasn’t
love is the flea you can’t
find
and love is a mosquito
love is 50 grenadiers
love is an empty
bedpan
love is a riot in San Quentin
love is a madhouse
love is a donkey standing in a
street of flies
love is an empty barstool
love is a film of the Hindenburg
curling to pieces
a moment that still screams
love is Dostoyevsky at the
roulette wheel
love is what crawls along
the ground
love is your woman dancing
pressed against a stranger
love is an old woman
stealing a loaf of
bread
and love is a word
used
too much and
much
too soon
too much and
much
too soon
.
a definition, bukowski.
{the night torn mad with footsteps: new poems :: 2001}
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elisa lopes.
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Ornette
Eu daria um rim por uma boa praia, finger food´s e bebidinhas geladas!
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Leonardo T
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16:04
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sábado, 13 de outubro de 2012
Chilly Gonzales
Pra embalar o fim de tarde:
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Leonardo T
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Só mais um Cazuza
Quantos sentimentos e lembranças existem nesta troca de olhar?
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Bernardo Quintão
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01:26
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Eterno Cazuza
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Bernardo Quintão
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21:24
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